5 de jul. de 2008

( 004 ) Sexo, Prazer e navalhas

Chovia muito naquela fria noite de inverno, voltava para casa após um duro dia de serviço. Ao parar no pub, como era de costume, para comprar uma garrafa de Vodka e um maço de cigarros de filtro vermelho.

O bar era um ambiente escuro, por preferência do próprio público, em sua maioria adoradora da escuridão, um teto alto e uma roda pendurada que é usada como candelabro, mobília antiga, algumas mesas d madeira trabalhada e uma mesa de bilhar localizada no centro da sala.

Adentrei ao local e logo percebi que estava com pouco movimento, algumas mesas ocupadas por casais e duas mulheres que jogavam ma mesa central. Não percebi muito a aparência das meninas que disputavam ali uma partida de bilhar, pois logo que as vi, já enxerguei ao fundo, próximo à escadaria que levava ao segundo piso onde ficava o palco e a pista de shows, um vulto conhecido. Era ela...

Joyce! A conhecia dos tempos de festas, freqüentávamos os mesmos bares. Ela não era muito alta, na verdade ela não era quase nada alta, porém o que lhe faltava de altura ela compensava em atributos. Cabelos negros como uma noite sem luar, dona de olhos penetrantes e hipnotizadores, porém, não mais do que seu corpo esculpido pelo próprio demônio em um dia de luxúria. Pernas e coxas grossas e roliças, seios firmes e uma cintura encorpada. Sua boca era um capítulo à parte em toda esta escultura, lábios grossos e suculentos. Ela trajava um de seus peculiares vestidos de corte gótico, longo e muito decotado o que valorizava ainda mais seus seios. A personificação do prazer a materialização da própria Sucubus.

Aproximei-me do balcão e fiz o meu pedido, como era de costume, ao receber a garrafa e os cigarros paguei e me virei encostando minhas costas no balcão. Retirei o lacre do maço de cigarros e puxei o primeiro e o acendi ao olhar novamente em frente ela estava ali parada a fitar-me com seu olhar vazio e em seus dedos trazia um cigarro. ”Fogo, Anaquim?” Disse ela.

Disse ela enquanto já pegava meu isqueiro das minhas mãos. Postou seu cigarro em seus lábios e acendeu-o com uma beleza quase angelical; se é que os anjos fumam. Devolveu-me o isqueiro e sorriu maliciosamente enquanto aproximou-se de meu corpo, seu rosto ficava na altura do meu peito e ela olhava-me direto nos olhos e disse: “Sabia? Tu tens algo que adoro.”. Enchi-me de tesão e perguntei-lhe o que seria. “Uma bela garrafa de Vodka!” Disse ela já puxando a tampa da garrafa com os dentes. Tomou um comprido gole e olhou-me novamente.

-Há quanto tempo não nos víamos hein Anaquim?! Acredito que já faça quase um ano, não?

-É mais ou menos isso! Mas o que tens feito? A não ser ficar cada vez mais bela?!

-Nada de interessante. Mas sabe? Foi uma boa ter-nos encontrados esta noite. Está a fim de relembrarmos os bons e velhos tempos? Quanto a vida era apenas embriagarmo-nos. – Ela olhou em volta e cochichou em meu ouvido – Que tal irmos para um lugar mais tranqüilo?

- Nossa! Já não vou ao cemitério há anos...

-Eu estava pensando em teu apartamento. – Disse ela com um sorriso maligno enquanto fitava-me com a parte superior dos olhos.

Meu apartamento ficava há alguns metros do bar então de pronto concordei com a idéia dela, então fomos até meu apto. No caminho entre um gole e outro conversávamos sobre o passado e sobre nós. Ao chegarmos ao meu apto logo que abri a porta ela já voou para dentro, ela já havia estado ali algumas vezes no passado em algumas festas que ali saíam, mas esta era a primeira vez em que ia sozinha para lá. Postou-se no sofá com a garrafa na mão, sentei-me a sua frente e pus um cd no rádio para tocar. Fiquei ali sentado por alguns segundos a olhá-la. Ela lentamente levantou-se e entregou-me a garrafa e enquanto eu bebia mais um gole ela retirou sua jaqueta jeans com correntes nos ombros e quando dei por mim novamente ela já estava de joelhos à minha frente. Esfregava seu corpo em minhas pernas e agarrava com força em minhas coxas, subindo até a cintura das calças onde abriu minha cinta e besabotoou-a e puxou-a até retirá-la por completo. Nem uma palavra foi dita, e ela então puxou seu vestido para baixo deixando à mostra seus seios, mais belos do que eu um dia tivera imaginado. (CONTINUA)

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