Chovia muito naquela fria noite de inverno, voltava para casa após um duro dia de serviço. Ao parar no pub, como era de costume, para comprar uma garrafa de Vodka e um maço de cigarros de filtro vermelho.
O bar era um ambiente escuro, por preferência do próprio público, em sua maioria adoradora da escuridão, um teto alto e uma roda pendurada que é usada como candelabro, mobília antiga, algumas mesas d madeira trabalhada e uma mesa de bilhar localizada no centro da sala.
Adentrei ao local e logo percebi que estava com pouco movimento, algumas mesas ocupadas por casais e duas mulheres que jogavam ma mesa central. Não percebi muito a aparência das meninas que disputavam ali uma partida de bilhar, pois logo que as vi, já enxerguei ao fundo, próximo à escadaria que levava ao segundo piso onde ficava o palco e a pista de shows, um vulto conhecido. Era ela...
Joyce! A conhecia dos tempos de festas, freqüentávamos os mesmos bares. Ela não era muito alta, na verdade ela não era quase nada alta, porém o que lhe faltava de altura ela compensava em atributos. Cabelos negros como uma noite sem luar, dona de olhos penetrantes e hipnotizadores, porém, não mais do que seu corpo esculpido pelo próprio demônio em um dia de luxúria. Pernas e coxas grossas e roliças, seios firmes e uma cintura encorpada. Sua boca era um capítulo à parte em toda esta escultura, lábios grossos e suculentos. Ela trajava um de seus peculiares vestidos de corte gótico, longo e muito decotado o que valorizava ainda mais seus seios. A personificação do prazer a materialização da própria Sucubus.
Aproximei-me do balcão e fiz o meu pedido, como era de costume, ao receber a garrafa e os cigarros paguei e me virei encostando minhas costas no balcão. Retirei o lacre do maço de cigarros e puxei o primeiro e o acendi ao olhar novamente em frente ela estava ali parada a fitar-me com seu olhar vazio e em seus dedos trazia um cigarro. ”Fogo, Anaquim?” Disse ela.
Disse ela enquanto já pegava meu isqueiro das minhas mãos. Postou seu cigarro em seus lábios e acendeu-o com uma beleza quase angelical; se é que os anjos fumam. Devolveu-me o isqueiro e sorriu maliciosamente enquanto aproximou-se de meu corpo, seu rosto ficava na altura do meu peito e ela olhava-me direto nos olhos e disse: “Sabia? Tu tens algo que adoro.”. Enchi-me de tesão e perguntei-lhe o que seria. “Uma bela garrafa de Vodka!” Disse ela já puxando a tampa da garrafa com os dentes. Tomou um comprido gole e olhou-me novamente.
-Há quanto tempo não nos víamos hein Anaquim?! Acredito que já faça quase um ano, não?
-É mais ou menos isso! Mas o que tens feito? A não ser ficar cada vez mais bela?!
-Nada de interessante. Mas sabe? Foi uma boa ter-nos encontrados esta noite. Está a fim de relembrarmos os bons e velhos tempos? Quanto a vida era apenas embriagarmo-nos. – Ela olhou em volta e cochichou em meu ouvido – Que tal irmos para um lugar mais tranqüilo?
- Nossa! Já não vou ao cemitério há anos...
-Eu estava pensando em teu apartamento. – Disse ela com um sorriso maligno enquanto fitava-me com a parte superior dos olhos.
Meu apartamento ficava há alguns metros do bar então de pronto concordei com a idéia dela, então fomos até meu apto. No caminho entre um gole e outro conversávamos sobre o passado e sobre nós. Ao chegarmos ao meu apto logo que abri a porta ela já voou para dentro, ela já havia estado ali algumas vezes no passado em algumas festas que ali saíam, mas esta era a primeira vez em que ia sozinha para lá. Postou-se no sofá com a garrafa na mão, sentei-me a sua frente e pus um cd no rádio para tocar. Fiquei ali sentado por alguns segundos a olhá-la. Ela lentamente levantou-se e entregou-me a garrafa e enquanto eu bebia mais um gole ela retirou sua jaqueta jeans com correntes nos ombros e quando dei por mim novamente ela já estava de joelhos à minha frente. Esfregava seu corpo em minhas pernas e agarrava com força em minhas coxas, subindo até a cintura das calças onde abriu minha cinta e besabotoou-a e puxou-a até retirá-la por completo. Nem uma palavra foi dita, e ela então puxou seu vestido para baixo deixando à mostra seus seios, mais belos do que eu um dia tivera imaginado. (CONTINUA)
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